sushihana

projecto | project ângela frias e gonçalo dias

ano | year 2010-2011

estado | state construido

construção | builder Favero Engenharias Construção

localização | location porto . portugal

 

Desenhar um restaurante japonês é um desafio. O carácter estereotipado que estes espaços têm vindo a adquirir, leva-nos a uma tentativa de procurar na identidade do lugar uma fuga a estes lugares comuns, procurando referências nos elementos tradicionais da arquitectura nipónica e na linguagem contemporânea da arquitectura. Não obedientes a códigos predeterminados, criámos um espaço capaz de se correlacionar com a linguagem contemporânea, adquirindo a sua própria expressão.. Desta dicotomia surge uma proposta que se materializa na utilização de planos ripados em madeira, marca indelével da arquitectura japonesa, que revelam o interior de forma discreta, assim como no desenho de uma matriz tradicional japonesa recortada nas chapas do tecto e parede da sala, iluminando o espaço e reportando-nos para contemporanidade .  A transição cromática que acontece ao longo do percurso, entre o castanho escuro usado na zona de entrada e o branco da sala, ajuda-nos a estratificar os usos e a diversificar as experiências sensitivas. A luz, sempre a luz, é o veículo imprescindível para que a unidade se manifeste de modo absoluto.

Designing a contemporary Japanese restaurant can be a challenge. The tired and repetitive approach such spaces have been acquiring as of late, brings us to an attempt on looking for its identity escaping these clichés and looking for direct references on traditional Japanese design and contemporary architecture. Refusing to obey to predetermined codes, we have created a space which is able to correlate to a contemporary architectural language and retain its own voice.
From this dichotomy comes a proposal that materializes using ripped wooden plans, which reveal the interior in a discreet fashion, as well as a Japanese related graphic, expressed on the cuttings and the ceiling and wall’s metal plans, allowing a fluidity of light disguised behind them.
The colour transition proposed also allows us to change functions within the same volume. From the dark brown entry and hallway, to the pure white on the dining room, we have intensified one’s emotions along the path. Light, always light, is the unifying factor and vehicle for the wholeness of this space.